5 cuidados para a aplicação bem-sucedida de argamassa projetada

Recomendada para revestimentos internos e fachadas, a argamassa projetada promete maior previsibilidade sobre qualidade, produtividade e índices de perdas na aplicação de revestimentos argamassados.

A solução consiste na substituição da colher de pedreiro por um equipamento de projeção. No entanto, a simples troca não garante as vantagens decorrentes da mecanização. Para tanto, são necessários cuidados, especialmente relacionados ao planeamento e à execução no canteiro. Confira a seguir.

MISTURA DA ARGAMASSA 

A execução de um sistema com argamassa projetada divide-se, de modo simplificado, em três atividades principais: preparo da argamassa, transporte até o local de aplicação e lançamento sobre o suporte.

Com relação à primeira etapa, o mercado dispõe de argamassas industrializadas específicas para cada tipo de projeção. É necessário verificar cuidadosamente as especificações do fabricante com relação ao teor correto de água. Essa adição deve ser controlada rigorosamente no momento da produção da argamassa.

A melhor logística a ser adotada é a que diminui distâncias, otimizando o serviço

LOGÍSTICA NO ESTALEIRO

Um aspecto crítico na aplicação de argamassas é o transporte do material e de insumos. “A melhor logística a ser adotada é a que diminui distâncias, otimizando o serviço”, resume a engenheira Cristiana Furlan Caporrino, perita judicial e consultora em engenharia de estruturas.

Segundo ela, para se ter ganhos significativos de produtividade com o uso da argamassa projetada, é importante proporcionar condições favoráveis à produção. Os sacos de argamassa e a água devem ser dispostos próximos do misturador, já acoplado à bomba de projeção, para evitar movimentações desnecessárias. Isso também evita o carregamento de peso pelos operários por longos trajetos enquanto o equipamento estiver em operação.

PLANEAMENTO DA APLICAÇÃO

Um bom planeamento é vital para o sucesso da projeção de argamassa. O misturador, por exemplo, deve estar sempre abastecido. Alguns equipamentos não podem ficar parados muito tempo sem projetar, sob o risco de entupimento do mangote. Deve-se fazer a lavagem do equipamento sempre que for necessário interromper o serviço de forma mais prolongada ou encerrar a jornada de trabalho.

APLICAÇÃO DA ARGAMASSA

Para Cristiana Caporrino, um cuidado importante no momento da aplicação da argamassa projetada é garantir que a pistola não fique inclinada para baixo. A aplicação deve ser sempre contínua, feita horizontalmente ou um pouco inclinada para cima.

Deve-se aplicar a argamassa em ‘cordas’ horizontais, fazendo um movimento lateral com a pistola, garantindo uma maior aderência da argamassa à base

“Além disso, deve-se aplicar a argamassa em ‘cordas’ horizontais, fazendo um movimento lateral com a pistola, garantindo uma maior aderência da argamassa à base”, ensina a engenheira.

Atenção especial deve ser dada ao tempo de aplicação. Isso porque o traço da argamassa para projeção costuma apresentar cura mais rápida.

COMO ESCOLHER A TECNOLOGIA DE PROJEÇÃO?

Há dois sistemas principais para projeção de argamassa. A escolha por uma ou outra tecnologia deve levar em conta o porte e necessidade de cada obra.

O sistema spray, popularmente conhecido como canequinha, é bastante prático de operar. Possui um recipiente acoplado ao projetor e é menos suscetível a entupimentos. Esse equipamento, no entanto, exige realimentação após cada ciclo de aplicação.

Há, também, o sistema por bomba, que permite o fluxo contínuo da projeção e chega a uma produção diária de até 150 m². Esses equipamentos exigem manutenção adequada e têm problemas com entupimento reduzidos com o uso de argamassas corretamente formuladas para projeção.

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Saiba como especificar estruturas metálicas

Ganhos como velocidade de execução, precisão milimétrica, liberdade arquitetônica e leveza são indutores do uso de estruturas metálicas na construção de edifícios. No entanto, para que essas vantagens se concretizem, é fundamental que haja uma especificação adequada do aço.

PRINCIPAIS TIPOS DE AÇO ESTRUTURAL

Os materiais disponíveis no mercado se diferenciam por propriedades como tensão de escoamento e tenacidade, soldabilidade, homogeneidade microestrutural, suscetibilidade de corte e trabalhabilidade em operações como corte, furação e dobramento.

Uma das maneiras de classificar os aços é em função da quantidade de carbono presente no material. Os aços de baixo carbono possuem um máximo de 0,3% deste elemento e apresentam grande ductilidade. Por isso mesmo, são indicados para o trabalho mecânico e soldagem, e amplamente utilizados pela indústria da construção.

Os aços de médio carbono possuem de 0,3% a 0,6% de carbono e são utilizados em engrenagens, bielas e outros componentes mecânicos. Já os aços de alto carbono possuem mais do que 0,6% de carbono e apresentam elevada dureza e resistência após têmpera. Graças a essas características, são mais aproveitados na produção de trilhos, molas, engrenagens, componentes agrícolas sujeitos ao desgaste e ferramentas.

Em estruturas de edifícios são utilizados, basicamente, os aços carbono de média resistência, os aços de baixa ligam e alta resistência e os aços de baixa liga resistentes à corrosão atmosférica, conhecidos como aço corten. Os aços MR 250 (ASTM A36) e AR 350 (ASTM A572 grau 50) abrangem a maior parte da necessidade do mercado estrutural e são aplicados em perfis soldados e laminados usados na construção de edifícios de múltiplos andares. O aço o AR 350, em especial, é recomendado para aplicação em estruturas maiores e mais esbeltas.

COMO ESPECIFICAR?

A seleção do aço estrutural deve ser realizada pelo projetista de estruturas sempre de acordo com as particularidades de cada obra. De modo geral, essa tomada de decisão leva em conta:

• o ambiente onde as estruturas se localizam
• a previsão do comportamento estrutural de suas partes, devido à geometria e aos esforços solicitantes
• a existência de atmosfera agressiva à estrutura
• a manutenção necessária ao longo do tempo

A definição do tipo de aço está vinculada também a variáveis como a disponibilidade do produto no mercado local e o custo. “É preciso considerar o fato de que determinado material pode não ser produzido ou não estar disponível na região onde será executada a obra, e que, o prazo para fabricação, bem como o tempo gasto no transporte, podem inviabilizar sua utilização”, comenta a engenheira Priscilla Alves Barbosa, coordenadora de projetos na Grupo Dois Engenharia.

PROJETO ESTRUTURAL DETALHADO

É importante que o projeto tenha um memorial descritivo contemplando todas as informações importantes para serem considerados na tomada de preço

Priscilla Alves Barbosa

Antes de pensar na contratação de um fabricante de aço é necessário dispor de um projeto estrutural com todas as informações que deverão ser consideradas no orçamento. Isso porque, quanto mais completo, detalhado e compatibilizado o projeto for, menores serão as chances de ocorrerem problemas após o início da obra. “É importante que o projeto tenha um memorial descritivo contemplando todas as informações importantes para serem considerados na tomada de preço”, diz Barbosa, que destaca entre os dados mais relevantes:

• Classificação de agressividade do ambiente
• Tratamento superficial, tipo de pintura e TRRF (tempo requerido de resistência ao fogo), quando aplicável
• Carregamentos permanentes, acidentais e provenientes do vento
• Carregamentos especiais e transitórios, flechas e contra-flechas
• Especificação dos aços, incluindo seus respectivos perfis, chapas, soldas, parafusos, telhas, lajes, steel deck, conectores, chumbadores, insertos, travamentos, escoramentos
• Prescrições que deverão ser anexadas no manual do usuário, além de outras informações pertinentes

COMPETITIVIDADE FINANCEIRA

“Com posse de todas as informações sobre a estrutura, é possível determinar o porte do fabricante a ser contratado”, diz Barbosa, lembrando que é importante avaliar a capacidade total e real do fornecedor para atender a todo o cronograma da obra.

Histórico da empresa, qualidade das obras executadas, certificações disponíveis, registros nos órgãos competentes e controles de qualidade são outros critérios que devem ser analisados no momento de selecionar um fornecedor de estruturas metálicas. Barbosa também recomenda que se faça uma visita à fábrica para conhecer os processos de fabricação, qualificação da mão de obra, procedimentos de solda, procedência da matéria prima, métodos de controle de qualidade, equipamentos etc.

Em função da grande variabilidade de tipos de aço disponíveis, é muito importante que seja observada a especificação do aço antes da compra do material

Priscilla Alves Barbosa

“Em função da grande variabilidade de tipos de aço disponíveis, é muito importante que seja observada a especificação do aço antes da compra do material. Também é imprescindível obter os certificados de ensaios e rastreabilidade do material durante todo o processo de compra e recebimento de forma a garantir a estabilidade e vida útil das estruturas”, finaliza a engenheira Priscilla Barbosa.

COLABORAÇÃO TÉCNICA

Priscilla Alves Barbosa – Engenheira civil especializada em projetos estruturais metálicos. É sócia diretora da Grupo Dois Engenharia, onde atua como coordenadora de projetos.

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