7 dicas para montagem correta de armaduras: veja o check-list

Confira boas práticas para garantir a qualidade da armação de pilares, vigas e lajes em estruturas de concreto.

Em obras com betão armado moldado in loco, a montagem das armaduras é uma das etapas mais críticas. Afinal, da qualidade deste trabalho depende diretamente o desempenho da estrutura, incluindo sua resistência e durabilidade. Por isso, listamos a seguir sete boas práticas relacionadas à montagem da armação, desde o momento da compra até a liberação para a betonagem. Confira:

1 – Faça uma compra assertiva – Os cuidados com o preparo da armação devem ter início ainda no momento da compra do aço. Para a elaboração do pedido, o ideal é dispor de um mapa específico, contendo informações como o número da norma que o produto deve atender, o diâmetro, categoria e classe da barra ou do fio, assim como a quantidade, em toneladas, sempre de acordo com a previsão do projeto de estabilidade. No recebimento do material, devem ser conferidos a quantidade, o comprimento das barras, as bitolas do aço e o aspecto geral do material. É importante checar, também, se o nome do fabricante está estampado nas barras de diâmetro superior a 10 mm.

É importante que as armaduras sejam armazenadas e dispostas próximo ao local de montagem e do equipamento de movimentação para reduzir o tempo de transporte do material

2 – Planeie um armazenamento inteligente – O local para o armazenamento do aço no estaleiro deve ser adequado ao tipo de fornecimento do material, se em malhas soldadas, em barras, ou aço beneficiado. Na estocagem, barras e fios de aço devem, sempre que possível, ser armazenadas em baias separadas por diâmetro, em ambiente protegido de intempéries, sem contato direto com o solo. “É importante que as armaduras sejam armazenadas e dispostas próximo ao local de montagem e do equipamento de movimentação para reduzir o tempo de transporte do material”.

3 – Aço pré-cortado e dobrado – “O corte de fios e de barras de aço deve ser feito na bancada, seguindo as orientações e dimensões constantes no projeto de estabilidade”. Ressaltamos ser necessário, ainda, observar os transpasses e arranques mínimos em vigas e pilares no momento do corte. “Se a intenção é garantir agilidade e economia no canteiro, o mais recomendável é adquirir o aço já cortado e dobrado. Isso garante produtos na medida correta, sem perdas e sem a necessidade de mão de obra extra”.

4 – A amarração deve ser cuidadosa – A montagem das armaduras deve ser realizada sobre um cavalete ou, no caso de lajes, diretamente sobre as cofragens, após o corte das barras. No caso das armaduras de pilares e vigas, as barras de aço devem ser amarradas aos estribos com arame recozido e auxílio de uma torquês, sempre de acordo com o especificado em projeto. Em lajes, antes de iniciar a montagem é recomendável posicionar e fixar as caixas de elétrica, infra das aguas, esgotos e especiais. São documentos importantes para subsidiar a montagem das armaduras: projeto de estabilidade, projeto de cofragem, que trata das condições e meio ambiente do trabalho na indústria da construção.

5 – Garanta a correta distribuição de espaçadores – Nas estruturas de concreto, a perfeita cobertura das armaduras é um dos fatores que garantem a durabilidade da edificação. Daí a importância do uso de espaçadores (distanciadores), peças que têm a função de manter os ferros na posição certa, mesmo sob a pressão do betão fresco e de vibradores. Os distanciadores devem ser distribuídos uniformemente, conforme orientações do projetista. É possível utilizar modelos do tipo cadeirinha (indicados para lajes), circulares (para vigas e pilares) e multiapoio (para fundo de vigas e lajes muito pesadas).

6 – Fique de olho nos pontos críticos – Assegurar o correto cobrimento das armaduras e as distâncias mínimas entre barras de aço é chave para a durabilidade da estrutura. Da mesma forma as emendas das barras por transpasse, com luvas ou com solda, devem ser feitas rigorosamente, de acordo com as indicações do projeto estrutural. Vale dar atenção extra também aos casos de congestionamento de ferragem e de lajes em balanço.

Também é necessário checar se a amarração está firme nas quatro faces, de modo a evitar deslocamentos durante a betonagem, e se foram colocados protetores plásticos nas pontas dos arranques de pilares

7 – Aplique controles rigorosos – A montagem das armaduras deve ser feita sempre por profissionais especializados e com acompanhamento do encarregado e da equipe de engenharia. Antes de iniciada a betonagem, as armaduras deverão passar por conferência. “Entre os itens a serem inspecionados estão a bitola do aço, a quantidade de barras, as medidas, a compatibilização com o projeto de cofragem e de arquitetura, a disposição da armação negativa e positiva, o atendimento do cobrimento mínimo e, por fim, a limpeza”. “Também é necessário checar se a amarração está firme nas quatro faces, de modo a evitar deslocamentos durante a betonagem, e se foram colocados protetores plásticos nas pontas dos arranques de pilares”.

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Light Steel Frame garante obras rápidas e limpas

Moradia construída segundo o sistema light steel framing podendo observar-se o esqueleto metálico antes da aplicação do revestimento estrutural.

O Light Steel Framing (LSF) é um sistema construtivo industrializado, composto por perfis leves de aço galvanizado, com a possibilidade de o fechamento ser realizado por placas cimentícias, painéis de tiras de madeira orientadas OSB (Oriented Strand Board) ou peças de gesso acartonado. “Tecnicamente, frame é o esqueleto estrutural projetado para dar forma e suportar a edificação, sendo composto por elementos leves – perfis formados a frio (PFF). Já o framing é o processo pelo qual se unem e se vinculam esses elementos”.

Para garantir conforto térmico e acústico, entre as estruturas de revestimento é comum utilizar recheio de lã mineral ou PET, com resultado superior ao da alvenaria tradicional. “Trata-se de uma obra em que a industrialização permite a racionalização e a ausência de erros, o que reduz a quantidade de entulho e sujeira”.

QUANDO UTILIZAR

Light Steel Framing é indicado para todos os tipos de obra, desde as de grande porte, como aeroportos, estádios de futebol, vilas olímpicas, edifícios e galpões, até construções menores, como moradias e pequenos prédios com fins comerciais. Dependendo da obra, o ideal é utilizar um mix de sistemas. É o caso de edificações com mais de oito andares, onde entra o Steel Frame (aço pesado) e, de forma complementar, o Light Steel Framing (aço leve) para as paredes internas.

VANTAGENS

Quando comparada à alvenaria, a solução apresenta benefícios para o estaleiro, com destaque para maior velocidade na montagem, limpeza, organização e baixa produção de entulhos. “Sem contar a qualidade e o desempenho das edificações, que são seguras, fazem frente às intempéries da natureza e têm fácil manutenção. Além disso, a durabilidade é comprovada por construções norte-americanas com mais de 200 anos”.

Da água retirada de rios e aquíferos para o uso humano, cerca de 16% é destinada à construção civil. Mas, em meio à crise hídrica e com os hábitos tendo de ser modificados agressivamente, os olhos do consumidor, da indústria e das construtoras estão se voltando cada vez mais para sistemas construtivos a seco, com destaque para o Light Steel Framing. A alternativa necessita de água somente na fundação, e o restante da obra é executado a partir de produtos industrializados. A economia de água chega a 80%, se comparada com a quantidade utilizada em projetos em alvenaria.

CUSTOS E MERCADO

Construir com LSF tem um custo semelhante ao de obras em alvenaria, mas requer mão de obra especializada. “Um ponto positivo da solução é a migração de trabalhadores do estaleiro para as indústrias, atuando com profissionais especializados”. Em diferentes países, as empresas do setor estão investindo, cada vez mais, em treinamento de mão de obra para projeto e montagem em Light Steel Framing.

DISSEMINAÇÃO DO LSF

A solução é a evolução das construções em madeira – Wood Framing –, comuns nos Estados Unidos durante o século XIX. Em 1933, um protótipo de casa em LSF foi apresentado na Feira Mundial de Chicago (EUA) e, após o término da 2ª Guerra Mundial, a alternativa tornou-se comum no Japão, devido à necessidade de reconstrução de quatro milhões de moradias. Na década de 1980, os perfis leves de aço ganham competitividade e começam a substituir a madeira nos EUA.

Hoje, parte do mercado já enxerga a solução como tendência forte e irreversível de qualificação técnica dos estaleiros, que devem deixar, em breve, o modo artesanal com o qual vêm trabalhando e adotar soluções industrializadas como padrão.

COMPARATIVO ALVENARIA X LIGHT STEEL FRAME

Alvenaria

 

Light Steel Frame

Solução utilizada em poucos países por ser um sistema construtivo muito rígido, pouco resistente às forças da natureza (terremotos e furacões), demorado e artesanal em sua execução.

 

Sistema construtivo mais utilizado no mundo para edificações comerciais e residenciais.
A tendência mundial é desaparecer como sistema construtivo.

 

A tendência mundial é transformar-se no sistema construtivo mais utilizado.
Pouco sujeito a se adaptar às modernidades e evoluções.

 

Facilmente adaptável a diversas arquiteturas e modernidades
Fundação: impermeabilização feita com materiais do tipo fita alcatroada ou similar.

 

Fundação: impermeabilização feita com isolamento em polietileno e neoprene.
Fundação: representa entre 10% e 15% do custo total da obra. Para terrenos acidentados, pode atingir valores maiores. Fundação: representa entre 5% e 7% do custo total da obra. Para terrenos acidentados, tem custo muito inferior ao sistema convencional.
 

Fundação: distribuição com cargas pontuais.

Fundação: distribuição de cargas lineares.
Facilidade de aparecimento de fissuras.

 

Muito difícil o aparecimento de fissuras.
Obra em sua maior parte artesanal com mão de obra pouco qualificada.

 

Obra em sua maior parte com processo industrial com mão de obra bem qualificada.
Precisão de centímetros.

 

Precisão de milímetros.
Utiliza produtos que degradam o meio ambiente: areia, tijolo, brita. Estrutura constituída por perfis de aço, que é um dos produtos mais reciclados em todo o mundo.
Durabilidade acima de 300 anos. Durabilidade acima de 300 anos. Existem construções nos EUA com mais de 250 anos ainda em funcionamento.
Mesma garantia do sistema Steel Frame. Mesma garantia do sistema convencional em alvenaria.
Estrutura em concreto armado. Sua qualidade depende de diversos fatores, como mão de obra, temperatura, umidade do ar e matéria-prima.

 

Estrutura em aço galvanizado. Produto com certificação internacional. Cada componente segue uma normativa.
Estrutura de telhados feita com madeiras menos nobres, como pinho imunizado. Sua resistência dá vida útil média de 20 anos. Estrutura de telhados feita com os mesmos materiais das paredes estruturais da edificação, o aço galvanizado, tendo durabilidade acima de 300 anos.
Colocação de canos e eletrodutos no local da obra, com quebra de paredes, desperdício de materiais e retrabalho (colocar o tijolo, retirá-lo e depois preencher o espaço).

 

Colocação de canos e eletrodutos na própria fábrica, com colocação milimétrica, com mínimo desperdício e sem retrabalho.
Revestimentos e estruturas feitos em sua grande maioria com matérias-primas ou manufaturados elementares (areia, brita, tijolo, cal), produzidos no próprio local da obra.

 

Revestimentos e estruturas feitos em quase sua totalidade por produtos industrializados com padrão internacional.
Estaleiros de obra sujo ou com grande dificuldade para manutenção de limpeza.

 

Estaleiro de obra limpo e organizado.
Estrutura pesando aproximadamente 225 kg/m2 (com paredes de 15 cm).

 

Estrutura leve, pesando aproximadamente 80 kg/m2 construído.
O isolamento térmico é mínimo. Permite facilmente a passagem de calor pelas paredes. Custo de manutenção de temperatura alto. O isolamento térmico é máximo. Em função da lã de vidro colocada em todas as paredes e forros, além de outras camadas, a casa se comporta com uma “garrafa térmica”, dificultando a passagem de calor pelas paredes. Custo mínimo ou inexistente para manutenção de temperaturas.
O isolamento acústico é menor que o do sistema Light Steel Framing.

 

O isolamento acústico é maior do que no sistema convencional.
Grande utilização de água no processo construtivo. Mínima utilização de água no processo construtivo (somente utilizada nas fundações). No Brasil, o processo é conhecido também por sistema construtivo a seco.
As paredes deixam entrar umidade. Formação rara e incomum de infiltrações em função de capilaridades e do feitio porque é um processo com quase nenhuma utilização de água no processo construtivo. A utilização de papéis de parede é livre, inclusive nas paredes dos banheiros que não tenham contato com água corrente.
Manutenção difícil para reparos de defeitos ocultos (vazamentos, infiltrações, problemas elétricos, entupimentos), exigindo quebra de paredes. Além de o trabalho ser demorado (quebrar, consertar, preencher espaço aberto, esperar secar a massa, retocar com massa corrida, lixar, pintar ou rejuntar), não garante o resultado final de acabamento perfeito.

 

Manutenção simples de defeitos ocultos, com a retirada do revestimento interno, localização imediata do problema, conserto e recolocação do revestimento, retoque e pintura simples.
Ampliações ou reformas demoradas, gerando, na maioria dos casos, transtornos e inconvenientes, com desperdício de materiais e sujeira.

 

Ampliações e reformas rápidas e limpas, inclusive com o reaproveitamento da maioria dos materiais da construção envolvidos.
Estruturas de madeira (estrutura de telhados) e outras sujeitas a insetos.

 

Resistente a insetos.
Sujeito a destelhamento para ventos fortes. Resistência para ventos de até 200km/h. A norma pede resistência de até 144km/h. O telhado em shingle é resistente a vendavais.
Nenhuma resistência à queda de raios. Deve ser feito aterramento com a colocação de para-raios. Resistente a raios. O aço que compõe a estrutura da casa é excelente condutor para descarga elétrica, causando um efeito de blindagem eletrostática, conhecido como Gaiola de Faraday.
Resistência ao fogo: tão resistente quanto o sistema LSF. Resistência ao fogo: não queima ou adiciona combustível para o alastramento do fogo em uma casa. Segue as normas da ABNT e do Corpo de Bombeiros.
Sistema construtivo não adequado a regiões sujeitas a abalos sísmicos. Sistema construtivo mais resistente a abalos sísmicos, chegando a ser de uso obrigatório em regiões sujeitas a terremotos.
Pintura feita em superfície ondulada e imperfeita.

 

Pintura feita em superfície plana e lisa.
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Forma Colaborante Steel Deck

Usada como elemento estrutural de lajes

Fabricada com aço especial ZAR 280 galvanizado Z275, a Forma Colaborante Steel Deck é usada na estruturação de lajes mistas. Ela proporciona maior segurança no trabalho, pois funciona como uma plataforma de serviço e de proteção aos operários que trabalham em andares inferiores. É fácil de ser instalada, acarreta na diminuição da mão de obra, proporciona rapidez na construção e na betonagem, possibilitando a execução de pavimentos simultaneamente.

USO / APLICAÇÕES

Usada na estruturação de lajes mistas. 

VANTAGENS

Dispensa o uso de escoras, liberando os pavimentos para outras atividades;

Redução no desperdício de material (resíduo de obra);

Facilidade de instalação com a diminuição da mão de obra e maior rapidez construtiva, uma vez que a cofragem fica incorporada ao sistema, eliminando a sua retirada;

Facilidade de passagem de dutos e fixação de tectos falso;

Eliminação/redução da armadura positiva;

Maior segurança no trabalho, pois funciona como plataforma de serviço e de proteção aos operários que trabalham nos andares inferiores;

Velocidade no processo de betonagem, permitindo execução de pavimentos simultaneamente;

Possibilita a instalação de conectores de cisalhamento, para o uso de vigas mistas, resultando em economia também na estrutura metálica;

Possibilidade de utilização em estrutura metálica, vigas de concreto ou alvenaria.

COMPOSIÇÃO

Aço especial ZAR 280 galvanizado Z275.

DESEMPENHO

Consumo do betão no modelo MBP-SD-75, conforme abertura total da laje:

130 mm: 0,0954 (m³/m²);

140 mm: 0,1054 (m³/m²);

150 mm: 0,1154 (m³/m²);

160 mm: 0,1254 (m³/m²);

170 mm: 0,1354 (m³/m²);

180 mm: 0,1454 (m³/m²);

190 mm: 0,1554 (m³/m²);

200 mm: 0,1654 (m³/m²).

DIMENSÕES / PESO

Comprimento: até 12 m;

Espessuras: 0,80, 0,95 e 1,25 mm;

MBP-SD-75:

Largura útil: 795 mm; 

MBP-SD-50:

Largura útil: 915 mm. 

INSTALAÇÃO

Posicionamento das chapas:

Antes de se iniciar o posicionamento das chapas, deve-se verificar se estas se encontram limpas e secas, sobretudo, quando houver soldagem prevista no processo. Quando soldagens são previstas entre conectores e perfis, recomenda-se apenas decapagem da superfície;

Durante o posicionamento das chapas, deve-se verificar o lado correto de posicioná-las, a fim que as mossas de alto relevo estejam posicionadas para receber o betão;

Concretagem da laje:

A superfície da chapa que irá receber o betão deve estar limpa, livre de detritos, impurezas e óleos para execução da betonagem. Todas as juntas de chapa devem garantir a selagem do betão fresco. Esta selagem pode ser garantida pela colocação de fita adesiva nas juntas ou outro material com características estanque;

A equipe de betonagem deve ser limitada, favorecendo organização do trabalho. O betão deve ser depositado o mais próximo possível das linhas de apoio da estrutura, e devem ser evitados acúmulos excessivos, bem como devem ser respeitadas as normas e procedimentos para controle de qualidade do betão.

Usada como elemento estrutural de lajes

Fabricada com aço especial ZAR 280 galvanizado Z275, a Forma Colaborante Steel Deck é usada na estruturação de lajes mistas. Ela proporciona maior segurança no trabalho, pois funciona como uma plataforma de serviço e de proteção aos operários que trabalham em andares inferiores. É fácil de ser instalada, acarreta na diminuição da mão de obra, proporciona rapidez na construção e na betonagem, possibilitando a execução de pavimentos simultaneamente.

USO / APLICAÇÕES

Usada na estruturação de lajes mistas. 

VANTAGENS

Dispensa o uso de escoras, liberando os pavimentos para outras atividades;

Redução no desperdício de material (resíduo de obra);

Facilidade de instalação com a diminuição da mão de obra e maior rapidez construtiva, uma vez que a cofragem fica incorporada ao sistema, eliminando a sua retirada;

Facilidade de passagem de dutos e fixação de tectos falso;

Eliminação/redução da armadura positiva;

Maior segurança no trabalho, pois funciona como plataforma de serviço e de proteção aos operários que trabalham nos andares inferiores;

Velocidade no processo de betonagem, permitindo execução de pavimentos simultaneamente;

Possibilita a instalação de conectores de cisalhamento, para o uso de vigas mistas, resultando em economia também na estrutura metálica;

Possibilidade de utilização em estrutura metálica, vigas de concreto ou alvenaria.

COMPOSIÇÃO

Aço especial ZAR 280 galvanizado Z275.

DESEMPENHO

Consumo do betão no modelo MBP-SD-75, conforme abertura total da laje:

130 mm: 0,0954 (m³/m²);

140 mm: 0,1054 (m³/m²);

150 mm: 0,1154 (m³/m²);

160 mm: 0,1254 (m³/m²);

170 mm: 0,1354 (m³/m²);

180 mm: 0,1454 (m³/m²);

190 mm: 0,1554 (m³/m²);

200 mm: 0,1654 (m³/m²).

DIMENSÕES / PESO

Comprimento: até 12 m;

Espessuras: 0,80, 0,95 e 1,25 mm;

MBP-SD-75:

Largura útil: 795 mm; 

MBP-SD-50:

Largura útil: 915 mm. 

INSTALAÇÃO

Posicionamento das chapas:

Antes de se iniciar o posicionamento das chapas, deve-se verificar se estas se encontram limpas e secas, sobretudo, quando houver soldagem prevista no processo. Quando soldagens são previstas entre conectores e perfis, recomenda-se apenas decapagem da superfície;

Durante o posicionamento das chapas, deve-se verificar o lado correto de posicioná-las, a fim que as mossas de alto relevo estejam posicionadas para receber o betão;

Concretagem da laje:

A superfície da chapa que irá receber o betão deve estar limpa, livre de detritos, impurezas e óleos para execução da betonagem. Todas as juntas de chapa devem garantir a selagem do betão fresco. Esta selagem pode ser garantida pela colocação de fita adesiva nas juntas ou outro material com características estanque;

A equipe de betonagem deve ser limitada, favorecendo organização do trabalho. O betão deve ser depositado o mais próximo possível das linhas de apoio da estrutura, e devem ser evitados acúmulos excessivos, bem como devem ser respeitadas as normas e procedimentos para controle de qualidade do betão.

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Dicas para iniciar a vossa Remodelação

Exija um Programa de Remodelação a detalhar as implicações, processos, prevenções de segurança, prazos e custos.

Siga as ‘normas de remodelação’. Com ela, o Dono da Obra deve providenciar um Plano ou Programa de Remodelação assinado por um responsável técnico com recolhimento de Responsabilidade Técnica na Ordem de Engenheiros.

Esse Plano deve ser encaminhado para análise pela construtora (caso ainda esteja na garantia) ou pelo responsável técnico indicado pelo administrador do condominio. Dessa forma, as remodelações só podem começar após a aprovação do condomínio ou do órgão competente envolvido.

“Cabe frisar que somente as obras que afetam a estrutura, as vedações ou quaisquer sistemas da unidade ou do edifício estarão sujeitas à Normas Tecnicas”.

“Pintura interna em ambientes restritos, trocas de gabinetes, de tampo de Casa de Banho, de alcatifa – entre outros serviços de pequena monta – em princípio estão dispensados de habilitação técnica profissional”. 

Trabalhos de manutenção regular não devem ser confundidos com os de remodelação, sendo inclusos, nesse caso, no Programa de Manutenção.

O QUE DEVE CONSTAR NO PROGRAMA DE REMODELAÇÃO

– Planeamento, projetos e análises técnicas de implicações da remodelação na edificação
– Descrição das características da execução das obras de remodelação
– Descrição dos processos da obra que deverão seguir as exigências legais perante a municipalidade (código de obras) e perante o condomínio (convenção de condomínio)
– Prevenções de perda de desempenho e da segurança da edificação, do entorno e de seus usuários 
– Registro documental da situação da edificação, antes da remodelação, dos procedimentos utilizados e do pós-obra
– Indicação da supervisão técnica dos processos e das obras

DICAS PARA REMODELAÇÃO

Antes de começar uma obra de remodelação é importante verificar se ela enquadra-se ou não nas exigências das normas. “É sempre indicada a análise técnica para constatar se a obra pretendida não está realmente sujeita aos ditames da Normatização, aconselhamos.

Caso a obra se enquadre, o Programa de Remodelação deve ser desenvolvido de forma detalhada. “É importante que fique claro não somente os serviços técnicos em si, mas também quais serão as principais restrições na execução dos serviços, responsabilidades envolvidas, escopo das atividades devidamente detalhadas e a aprovação de todos os envolvidos”.

O profissional habilitado que for desenvolver o Programa de Remodelação deve se ater aos seguintes aspectos:

1. Atender à legislação e às normas técnicas vigentes
2. Garantir a segurança da edificação e dos usuários durante e após a obra
3. Cumprir os horários de trabalho convencionados na edificação
4. Apresentar desenhos, projetos, memoriais descritivos e referências técnicas sempre que necessário
5. Detalhar como os serviços serão executados
6. Prever níveis máximos de pressão sonora de cada serviço
7. Identificar materiais tóxicos que serão utilizados, como produtos combustíveis e inflamáveis
8. Apresentar um cronograma da obra
9. Fornecer dados de todos os profissionais, empresas e funcionários envolvidos com a obra para autorização do responsável pela edificação — o que permite a circulação de materiais e dos prestadores de serviço envolvidos na remodelação
10. Identificar quem se responsabilizará pela parte técnica, de execução e de supervisão da obra nas diversas modalidades de serviços 
11. Prever, conforme legislação vigente, o descarte de resíduos
12. Definir local para armazenamento de insumos e resíduos
13. Alterar as especificações, quando preciso, para atender às normas

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