Contentores são instalações rápidas e práticas para os Estaleiros de Obras

As estruturas provisórias necessárias para o bom andamento das tarefas no estaleiro de obras podem gerar dúvidas nos construtores. Afinal, é melhor optar por soluções fixas ou utilizar alternativas móveis, como os contentores?

A resposta depende, principalmente, do prazo da construção. “Em geral, quando o trabalho demanda maiores períodos de tempo, o indicado é que sejam construídos alojamentos fixos, por causa do custo. Já para obras de curto prazo, o ideal é os contentores”.

Reforçamos “Não há regra que determine o uso de uma estrutura ou outra. Normalmente, a escolha pelos contentores ocorre quando as atividades são rápidas ou exigem espaço. Por exemplo, quando são executadas as atividades de fundação, a parte administrativa da obra não pode ocupar área fixa no estaleiro, pois é preciso espaço para mobilidade das máquinas e equipamentos necessários para o trabalho”.

Além de economizar espaço, a vantagem é que a solução é rápida e em muito tempo fica pronta. “Em casos em que é preciso iniciar rapidamente uma obra e não há condições para construir escritórios fixos, a melhor alternativa é o contentor”. Mobilidade e praticidade são outros benefícios apresentados pelos contentores, já que, normalmente, as construtoras alugam a estrutura, que é entregue pronta no estaleiro e pode ser usada como escritório, vestiário, casas de banhos, alojamentos, entre outras funções.

COMPRAR OU ALUGUER?

Apesar de existir a possibilidade da compra, o aluguer de contentores é a melhor prática para as construtoras. “Mesmo sendo possível reutilizá-los em diferentes obras, são estruturas que ocupam grandes espaços e guardá-los nos períodos em que não são utilizados acaba se tornando um problema”. Os contentores podem ser alugados em módulos e agrupados de forma a alcançar até três andares. “Antes de fechar o aluguer, é essencial indicar para a empresa que cederá os contentores qual será a função que a estrutura deve cumprir. A preparação do contentor para um alojamento é diferente da realizada quando a solução funcionará como escritório”, a lembrar que as empresas que a oferecer o aluguer da estrutura se responsabilizam por toda a logística de entrega e retirada do equipamento. “É interessante já ter definida qual será a localização dentro do estaleiro e deixar o terreno aplainado, para que quando a entrega for realizada, o equipamento já seja alocado no sítio correto”.

PREPARAÇÃO DO CONTENTOR

Para o bom aproveitamento do contentor no estaleiro de obras, alguns cuidados devem ser tomados pelas empresas de aluguer.

Isolamento térmico – A primeira preocupação deve ser em relação ao isolamento térmico, já que a estrutura é metálica. “É usual que os contentores a serem entregues sejam agregados com algum tipo de isolamento térmico. Outra opção é fazer a instalação de equipamentos de ar condicionado, ação essa de responsabilidade da construtora. E o mais adequado é optar pelas duas soluções simultaneamente”, a lembrar que no caso de uso como alojamentos ou casas de banho, a ligação de água e esgoto também é trabalho da construtora.

Isolamento elétrico – Outro fator importante e que necessita de muita atenção é o isolamento elétrico. O contentor deve ser aterrado, pois está suscetível a ser atingido por raios. “Como se trata de estrutura metálica, é fundamental que o aterramento elétrico seja muito bem projetado e executado. Quando são instalados chuveiros, é recomendável o uso de disjuntores tipo DR, que desligam automaticamente em caso de curto-circuito”. Por ser fabricada a partir de materiais metálicos, a estrutura não propaga o fogo.

Laudo técnico – A construtora também deve estar atenta ao aluguer de contentores feitos a partir da adaptação de equipamentos que já foram usados para o transporte de cargas. Nesse caso, a empresa deve manter disponível no estaleiro o laudo técnico atestando a ausência de riscos químicos, biológicos e físicos aos usuários. O relatório deve ser redigido por profissional legalmente habilitado e conter a identificação da empresa responsável pela adaptação do contentor.

O comprimento dos contentores disponíveis no mercado pode variar de 1 a 6 m, enquanto a largura tem como limitante a dimensão do veículo de transporte, a ficar entre 2,30 m e 2,40 m.

QUALIDADE

Os contentores usados no estaleiro de obras devem atender todas as recomendações das normas, para assegurar o bem-estar dos trabalhadores. “Atualmente, está mais fácil encontrar equipamentos preparados para atender os requisitos da norma regulamentadora. No momento de escolher a empresa para alugar o contentor, a construtora deve verificar se a locadora segue ou não as determinações da norma.

De acordo com a norma o pé-direito não pode ser inferior a 2,40 m e as aberturas para ventilação devem ter dimensão equivalente a 15% da área do piso. Se os contentores forem usados como alojamentos, podem ter camas tipo beliche, mas a altura livre entre as camas tem de ser, no mínimo, de 0,90 m. Já a limpeza interna do contentor – independente de qual for o uso –, deve ser cuidadosa principalmente nos cantos e junções de peças, pois a areia e a terra acumuladas favorecem a corrosão e o acúmulo de umidade.

“Tanto os empresários, quanto os trabalhadores estão atentos quanto ao que é necessário para se executar o trabalho, respeitando a qualidade de vida. E ter estrutura decente no estaleiro é parte dessa preocupação”

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Instalações elétricas provisórias no estaleiro pedem cuidado

A importância de projeto e do dispositivo DR (Diferencial Residual) nos sistemas elétricos temporários.

Podemos evitar acidentes em estaleiros de obras, aqueles decorrentes das instalações elétricas provisórias. As melhores práticas para execução e manutenção do sistema, pregamos a exclusividade de mão de obra qualificada para esse tipo de trabalho. Tratando da segurança em instalações e serviços de eletricidade. Devem ser fiscalizadas pelo responsável da Obra.

“Em boa parte das empresas, não há eletricista nessa fase da obra, o que torna o risco elevado. As ‘gambiarras’ devem ser proibidas, mas ocorrem infelizmente com frequência”.

O profissional qualificado sabe, por exemplo, que, para executar qualquer serviço, as instalações não podem estar energizadas. Ou seja, é preciso desligar as chaves do circuito elétrico e isolar a área em questão, além de evitar emendas nos cabos. Na impossibilidade de desligar o circuito elétrico, “o serviço somente poderá ser executado após terem sido adotadas as medidas de proteção complementares, sendo obrigatório o uso de ferramentas apropriadas e equipamentos de proteção individual”.

PROJETO DE INSTALAÇÕES TEMPORÁRIAS

É de extrema importância a elaboração de projeto de instalações elétricas temporárias para estaleiros de obras. E, também, que os circuitos provisórios sejam dotados de dispositivo DR (Diferencial Residual). “Trata-se do mesmo bloqueador que, por determinação legal, está presente em todos os imóveis residenciais e comerciais”, completamos: “O DR desliga a energia da unidade assim que alguém insere o dedo na tomada. Acrescentamos, ainda, que só devem ser utilizados fusíveis normatizados.

A montagem do quadro elétrico provisório deve seguir algumas regras. Ele pode ser um quadro principal de distribuição, intermediário ou terminal fixo e/ou móvel. Deve ser construído com materiais incombustíveis e resistentes à corrosão, e de maneira a proteger os componentes elétricos de elementos externos, como poeira e umidade. Uma regra importante é a exibição, no quadro, do diagrama do circuito elétrico. Sinalizado e de fácil acesso, o elemento não deve ficar no trajeto dos trabalhadores e de materiais e equipamentos.

ACIDENTES

De queimaduras à morte, os choques elétricos ocorrem em situações inesperadas e em outras bem conhecidas pelas equipes de estaleiro. Entre as mais recorrentes, citamos a do cabo de 220 volts desencapado que entra em contato com a armação no momento da betonagem da laje e a do trabalhador que esbarra no condutor exposto em dia de chuva. Uma medida recomendada para evitar esse tipo de acidente é a instalação dos condutores energizados em altura ou distância afastadas do trabalhador, das máquinas e dos equipamentos.

Um dos procedimentos básicos de segurança é a instalação de chave geral blindada no quadro, de acordo com as especificações da concessionária de energia da zona da obra. “As chaves blindadas devem ser convenientemente protegidas de intempéries e instaladas em posição que impeça o fechamento acidental do circuito”.

MEDIDAS DE SEGURANÇA

O acesso à informação sobre as exigências normativas, os cuidados e os riscos das instalações elétricas provisórias devem ter divulgação e publicações no estaleiro de obras, com as recomendações técnicas de Procedimentos, sendo uma verdadeira orientação. Começa expondo o conceito de choque elétrico e seus efeitos, abordando tipos de proteção e localização dos riscos até o detalhamento dos equipamentos de proteção individual (EPIs) e coletivos, fechando com as ferramentas manuais de isolamento elétrico e de prevenção e combate a incêndio.

Recomendamos, ainda, treinamentos e palestras “100% Seguro”, que pode reunir uma centena de vídeos educativos sobre segurança do trabalho na construção civil. Disponíveis na internet, vários deles são dedicados especialmente à instalação elétrica provisória nos canteiros. “Não é porque é provisória que deve ficar malfeita”. Esta lição deve chegar aos trabalhadores e empresários, reduzindo o número de acidentes.

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Conheça a diferença entre cimbramentos, escoramentos e reescoramentos

Muitas vezes utilizados como sinônimos, termos apresentam diferenças conceituais importantes. Saiba mais sobre essas estruturas provisórias.

O cimbramento é uma estrutura de suporte provisória, composta por um conjunto de elementos que apoiam as cofragens horizontais

Quando se fala na confecção de estruturas de betão moldado in loco, é bastante comum o uso de termos como escoramentos e cimbramentos para referir-se à estrutura que apoia as cofragens e suporta as cargas atuantes. Tais nomenclaturas, no entanto, reservam algumas diferenças conceituais que merecem ser esclarecidas.

O QUE É ESCORAMENTO?

A norma para Cofragem e Escoramentos para estruturas de Betão de Concreto – Projeto, Dimensionamento e Procedimentos Executivos traz algumas definições importantes. De acordo com o texto normativo, os escoramentos (sistema de prumos) são estruturas provisórias com capacidade de resistir e transmitir às suas bases de apoio todas as ações provenientes das cargas permanentes e variáveis resultantes do lançamento do betão fresco sobre as formas horizontais e verticais, até que o betão se torne autoportante.

O QUE É CIMBRAMENTO?

Mais abrangente do que o escoramento, o cimbramento (Cimbre) é uma estrutura de suporte provisória, composta por um conjunto de elementos (Torres de Escoramento) que apoiam as cofragens horizontais. O cimbramento também é dimensionado para suportar as cargas atuantes (peso próprio do betão, movimentação de operários e equipamentos etc.) e transmiti-las ao piso ou ao pavimento inferior. Ele refere-se a todo o conjunto que envolve o escoramento e a criação de bases e travas. Normalmente, o cimbramento é composto por:

• Suporte: prumos e torres

• Trama: vigotas principais (conhecidas também como longarinas) e vigotas secundárias (conhecidas também como barrotes)

• Acessórios: peças que unem, posicionam e ajustam as anteriores

“É interessante notar que o escoramento cumpre a mesma função que o cimbramento. A diferença é que sua estrutura é mais enxuta”. Em projetos de cofragens, o escoramento geralmente tem a proposta de simplificar a montagem somente com prumos, ou seja, sem quadros, travamentos, diagonais.

“Os escoramentos (Prumos) são equipamentos com vantagens produtivas para melhorar a produtividade da montagem da mão de obra, especialmente no sistema de cofragem de lajes”. Um exemplo de sistema de escoramento para vigas são os suportes tipo T metálicos, sem torres.

ESCORAMENTO REMANESCENTE

Assim como ocorre com os escoramentos e os cimbramentos, outra nomenclatura que costuma despertar dúvidas entre os profissionais da construção é o escoramento remanescente. Composto por prumos pontuais que compõem um sistema totalmente independente do cimbramento, o escoramento remanescente é definido como “estruturas provisórias auxiliares, colocadas sob uma estrutura de betão que não tem capacidade de resistir totalmente às ações provenientes de cargas permanentes e/ou variáveis, transmitindo-as às bases de apoio rígidas ou flexíveis.”

Cimbramento, escoramento e escoramento remanescente têm, portanto, funções diferentes. “Os dois primeiros servem para suportar a montagem das cofragens, a sobrecarga de serviço e a betonagem, até o início do endurecimento do betão. Já o escoramento remanescente, também conhecido como reescoramento, é projetado para permitir que o cimbramento ou o escoramento seja retirado com segurança”. A ressalta que o escoramento remanescente permanece suportando cargas até o plano de retirada dos prumos, o que geralmente ocorre após 28 dias da betonagem.

CUIDADOS NO DIMENSIONAMENTO

Cimbramento, escoramentos e escoramentos remanescentes podem ser de madeira (bruta ou serrada), de metal (aço/alumínio) ou mistos, com elementos metálicos e de madeira.

Em todos os casos, o dimensionamento deve ser subsidiado por um projeto executivo que considere a sobrecarga e as características mecânicas dos materiais que compõem o sistema. As características do projeto estrutural, sobretudo o pé-direito do pavimento, o tipo de cofragem utilizada, bem como o planeamento da construtora e o ciclo de betonagem também impactam diretamente o projeto destas estruturas provisórias.

Vale destacar que erros nesse dimensionamento podem implicar em falhas de betonagem e, em casos mais críticos, em colapso da estrutura.

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Saiba como impermeabilizar a sua Casa de Banho

As argamassas poliméricas e as mantas líquidas são os produtos mais utilizados para impermeabilizar a sua casa de banho (Duche e ralos)

A casa de banho merece atenção especial por ser um dos locais mais sujeitos ao aparecimento de infiltrações. “Essas patologias são facilmente resolvidas com o uso do produto correto no processo de impermeabilização”. Apesar de simples, o procedimento deve ser realizado por profissional especializado, pois qualquer erro nas diferentes etapas tem potencial de comprometer toda a aplicação. “Nesses casos, é comum acreditar que o problema está só na qualidade da solução empregada, o que não é verdade”.

Os produtos mais indicados para impermeabilizar a casa de banho são as argamassas poliméricas. A aplicação começa com a limpeza da superfície, que deve estar totalmente livre de graxa, gordura ou qualquer outro tipo de resíduo. O segundo passo é a regularização do piso (betonilha), que precisa apresentar caimento de 1% na direção do ralo para que a água da Duche escorra e não crie poças. “Nos rodapés, o ângulo é ajustado com uso da meia cana – tubo com formato de meia lua, que também auxilia no escoamento”. Durante a regularização do piso, esponjas podem ser aproveitadas para a retirada do excesso de argamassa.

APLICAÇÃO DO IMPERMEABILIZANTE

Na sequência, o impermeabilizante é aplicado de maneira linear em toda a área da casa de banho. Depois de seis horas, deve ser feita a aplicação da segunda demão no sentido oposto. “Uma terceira aplicação também é recomendada para finalizar o procedimento”, lembrando que esse processo precisa ser realizado no piso e também na parede, em até 1 m de altura em relação ao chão. Já no restante da parede, o passo a passo é bastante similar, porém, é feita uma única demão diretamente sobre o suporte, que devem estar umedecidos. “Os impermeabilizantes são formados por dois componentes, um líquido e outro em pó. Se a parede não for umedecida, vai absorver o líquido do produto, o que diminuirá sua eficiência”.

Outra atenção nas paredes deve ser em relação aos betumes, que são porosos e permitem a passagem de água. No mercado, existem produtos seladores ou protetores de betume que evitam infiltração da água do banho na parede e, consequentemente, no ambiente vizinho. “Mesmo adotando azulejos maiores, que reduzem a quantidade de betumes, continua sendo essencial usar esse tipo de solução para protegê-los”.

IMPERMEABILIZAÇÃO DO RALO

Para impermeabilizar a área onde fica o ralo, não é usada argamassa polimérica, mas sim as mantas líquidas, que são um produto flexível. “Se for aplicada argamassa nessa região, o produto vai comprimir o encanamento e pode criar furos na canalização, que, mesmo se forem do tamanho de um fio de cabelo, permitem a passagem da água”.

A aplicação das mantas líquidas deve ser realizada com duas ou três demãos cruzadas – vertical e horizontal alternadas –, sempre respeitando o intervalo de tempo indicado pelo fabricante em função do tipo de produto. Todo material usado nos ralos e também nos rodapés precisa estar acompanhado de uma tela estruturante, que impede movimentações. “Esse cuidado é importante para garantir a eficiência do produto”.

CUIDADOS

Após a aplicação do produto, não se deve furar ou raspar a superfície. “É comum que os ocupantes da moradia queiram pendurar dentro da casa de banho algum tipo de acessório (para sabonetes ou qualquer outro utensílio que necessite de furos na parede). Mas fazer qualquer furo comprometerá toda a impermeabilização, por isso o mais indicado é que os construtores já deixem os espaços preparados para a instalação desses acessórios antes da impermeabilização”, observando, ainda, que os cuidados com a impermeabilização da casa de banho devem ser os mesmos tanto em edificações térreas quanto nas verticais.

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